Trabalhos do Demónio – Episódio #27 – Qualidade… Marketing… e talvez assar frangos também?

Recebi esta pérola de Job posting de alguém que me se, que me fez rir:

“Já sabia que a área da Qualidade é vastíssima… Mas Marketing? Qualquer dia é necessário assar frangos e tirar finos! 🤣”

Pois é.

O Grupo Incasometal Lda. quer alguém que faça:

  • Garantia de qualidade e auditorias;
  • Planos de melhoria, relatórios e documentos técnicos;
  • Marketing digital e institucional;
  • Gestão de redes sociais, site, materiais de comunicação…
  • E conteúdos técnicos alinhados à “imagem de qualidade”.

Resumindo: Coordenador(a) de Qualidade e Marketing = super-herói/a multitarefa. Com poderes especiais de pontualidade e assiduidade. ☕

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Feedback:

Juntar Marketing a esta função não faz sentido, são áreas com expertises diferentes.

Uma alternativa eficaz:

  • Manter o foco na Qualidade;
  • Contratar marketing externo ou agência, com avença definida, em parceria com o coordenador.
  • Outros pontos: os Links para a redes sociais não estão “linkados” para as páginas da Empresa, e o site em Inglês tem muita coisa que vemos que foi tradução literal do PT.

Assim, cada função rende mais e os resultados aparecem sem sobrecarregar ninguém.

Esta é apenas uma das muitas razões pelas quais as nossas PME’s precisam de investir em mentoria, por exemplo.

Nesse sentido, recomendo o programa Nova SBE VOICE Leadership, ao qual me juntei recentemente, para ajudar empresas a liderar departamentos de RH, contratar melhor e criar ambientes de trabalho mais justos e saudáveis.

Autor

A Filipa é estratega de RH, autora da rubrica original “Trabalho do Demónio” e mestre na arte de detectar o disparate com uma pontaria feroz. Tem mais de 15 anos entre o talento e a tecnologia, a agilidade e a burocracia, a promessa e a realidade. Vive entre frameworks ágeis e cafés fortes, mas é no absurdo dos anúncios de emprego que encontra o seu combustível. Escreve com ironia afiada e precisão cirúrgica. Ri-se para não chorar — e expõe para transformar. Porque humanizar o trabalho começa por saber olhar de frente o ridículo. E dar-lhe nome.

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