“Diretor de RH & Assistente Executivo” – o Pokémon híbrido versão PME
Senhores empresários, vamos acabar com a farsa: não existe uma criatura mística chamada “Diretor de RH/Assistente Executivo”.
Isto não é a Liga Pokémon. Não dá para fundir dois cargos num só e esperar que saia um Charizard.
O anúncio pede alguém para:
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Definir estratégia de RH.
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Fazer payroll e lançamentos em Excel.
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Marcar reuniões e gerir agendas.
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Atender telefonemas e ainda sorrir para a fotografia do organigrama.
Só um detalhe:
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Um Diretor de RH não faz payroll.
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E não ganha 1.500€ + tickets. Um diretor a sério está acima dos 50k/ano e com foco estratégico, não a “tirar cópias e aprovar férias”.
O modo PME em ação:
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Muito título, pouca substância.
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Muita parra, pouca uva.
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Muito “business em rápido crescimento”, pouca noção.
O que precisavam de escrever, provavelmente, era isto:
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Assistente executiva full-time com inglês.
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Fractional HR sénior externo para montar processos e dar rumo.
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Um estagiário IEFP a aprender com o HR sénior para crescer dentro da empresa.
Simples, honesto e sem enganar candidatos.
Mas não. Preferem chamar “Diretor” e depois queixam-se de erros no payroll, processos a falhar e do eterno mimimimi. Quando, na verdade, quem não entende as funções… é quem está a contratar.
E é por isso que o episódio desta semana do podcast vai direto a este drama:
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Quais os maiores erros das PME ao contratar funções de RH?
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E porque é que insistem em pedir um canivete suíço com payroll no barulho?
Não percam. Pode salvar-vos do próximo desastre.


