Pessoas do Demónio, episódio 5: o Pingo Doce, a Stella e o carro
O Pingo Doce, a Stella e o carro… Vruum, Vruum!
Escrevi ontem sobre a Stella como um talento desperdiçado. Tinha analogias ao mercado de trabalho.
Só não tinha uma coisa: a cena toda.
Eu tinha visto o momento viral, não estava bem contextualizada.
Por isso apaguei. Fui ver tudo. E depois eu e a Anabela Moreira analisamos o tema com mais profundidade.
Pelo caminho, fomos também ver os anúncios de emprego do Pingo Doce:
“22 dias de férias + 2 dias*”
“Prémio mensal de produtividade até 68,50€*”
“*mediante cumprimento de critérios de absentismo”
Um prémio “de produtividade” medido pela presença. Desde quando é que estar presente (presentismo) é o mesmo que ser produtivo? E o que acontece a quem fica doente?
No episódio falámos também de:
Talento e “não talento”: quem decide o que conta?
Oportunidades perdidas
Ver (ou não ver) potencial, e saber quando o contexto muda tudo
Entretanto, hoje a história da Stella ganhou mais um capítulo, com notícias de um alegado episódio de violência num café em Lisboa. Mais uma razão para não tirarmos conclusões à pressa. Sobre ninguém.
Em suma, gostava muito que todo este episódio tivesse tido contornos e caminhos diferentes. Porque o raio da música fica na cabeça e não sai.
Ouve o episódio desta semana nos sítios habituais.
Por Filipa Faria. Publicado originalmente no LinkedIn, na rubrica Trabalho do Demónio.

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